A nossa página OPINIÃO tem o objetivo de mostrar o pensamento de nossos convidados sobre alguns assuntos da atualidade. Acredito que, dessa forma, estarei contribuindo no entendimento e motivação de estudo de nossos leitores sobre os temas abordados. Estarei aberto a sugestões de novos temas.

A nossa primeira convidada é Maria Juliana, que escreveu um belíssimo texto sobre ” Mulheres na Política”. Ela, 24 anos, Coelhonetense, acadêmica de Ciências Sociais (Uema), incentivadora do empoderamento feminino, militante dos direitos humanos e membro do Coletivo de Mulheres Politize-se. Agradeço por ter aceito nosso convite.

MULHERES NA POLÍTICA

Quando nós ecoarmos a nossa voz, que ela seja profunda, que ela seja presente..

A proximidade das eleições Municipais, evidênciou nos últimos meses uma atenção sobre a sub-representacão feminina no legislativo, pois somos mais de 50% do eleitorado, no entanto, percebe-se que as mulheres não têm alcançado as esferas do poder de forma igualitária. Embora, haja as cotas eleitorais, no intuito de incentivar o número de candidaturas femininas, o que se percebe é que o percentual de mulheres no poder continua desigual e insatisfatório e infelizmente por muitas das candidatas que se inscrevem na lista de cotas partidárias são candidatas laranjas e por entre outras coisas mais, o preconceito.

Uma das principais frases do movimento feminista: “Não se nasce mulher, torna-se mulher”, de Simone de Beauvoir, reproduz a necessidade da mulher de ser ciente do seu papel e luta. Poderíamos nos alegrar estreitamente quando uma mulher se dispõe a concorrer a política de cargos eletivos. Mas, a luta já é válida e plausível quando a mulher passa a valorizar o seu lugar de fala, resiste, pensa e debate política todos os dias.

Somos as administradoras do lar, a maioria e estamos presentes em todas as áreas de serviços a serem oferecidos por dever dos poderes públicos. Estamos na educação, estamos na saúde, na segurança, estamos na cultura, na assistência social e por assim dizer em toda a organização da comunidade, do município, do país e por sermos sujeitas de direitos, devemos ser protagonistas de uma política de direitos.

A revolução e o direito se faz, com bandeiras de lutas, toda essa evolução institucional trás consigo história de mulheres que viveram para mudar o seu mundo e o mundo das outras. Inúmeros são os marcos históricos dessa trajetória, por exemplo, da própria conquista de voto e da vitória de Luzia Alzira Teixeira Soriano, ou simplesmente Alzira Soriano, a primeira mulher a ocupar um cargo executivo no Brasil, em 1928. Há, ainda, a consagração da igualdade entre homens e mulheres, com o advento da Constituição Federal de 1988.

Lutar por representação feminina nos exige saber que elas se representam em várias culturas, que há diversas identidades é ter a certeza que quando há igualdade dentro da política toda a sociedade ganha. ( Maria Juliana)